Por Manu Cárvalho

Reprodução/Instagram/@brunogagliasso

O ator Bruno Gagliasso protagonizou um momento singular em sua jornada pessoal: fez sua primeira tatuagem tradicional manual — sem máquina — durante uma viagem à Tailândia. A experiência, que para ele “foi muito mais do que um simples desenho na pele”, ganhou ressonância nas redes sociais com uma reflexão intensa sobre fé, presença e ritualidade.

“Sem máquina. Sem pressa. A agulha guiada à mão por um mestre espiritual, que entoava mantras enquanto cada linha era traçada na minha pele”, escreveu o ator, acompanhando fotos que mostram o processo místico e a calma de quem buscou algo além da forma.

O ritual da tatuagem – uma experiência ancestral

Bruno descreveu a sessão como um ritual profundo, realizado por um mestre espiritual tailandês, cuja técnica manual remete a práticas xamânicas e religiosas locais. A agulha, conduzida à mão — e não por máquinas — marcou seu corpo devagar, linha por linha, entre entoações de mantras.

“Foi mais que uma tattoo — foi um ritual. Uma experiência profunda, intensa, sagrada. Uma memória que vou levar na alma”, vibrou Bruno. A ideia de eternizar esse momento pareceu ainda mais significativa por se tratar de um método antigo, conectado ao divino e ao corpo como templo.

Conexão com outras culturas, respeito e transformação

A escolha de uma tatuagem tradicional simboliza uma imersão na cultura tailandesa, em especial na tradição budista e espiritual local. Bruno comentou sobre encontrar silêncio, fé e significado enquanto recebia cada traço.

Esse tipo de tatuagem, conhecida como Sak Yant na Tailândia, costuma ser aplicado com uma vareta de bambu ou metal, e é associado à proteção espiritual, boa sorte e sabedoria. Ao optar por esse método, Bruno se abriu para uma prática culturalmente rica — e carregada de espiritualidade.

Transformação pessoal — mais que uma mudança visual

Em vez de falar apenas sobre beleza estética, Bruno reforçou a importância de marcar o corpo como projeção interna. Sem pressa e com reverência, ele entendeu a tatuagem como um momento de introspecção e acolhimento – mais profunda do que qualquer traço artístico.

É notável a sintonia entre o que ele registrou e o que refletiu: “intensa e sagrada” são palavras que enfatizam o rompimento entre tatuar por modinha e tatuar por rito.

O legado do momento — tatuagem como memória viva

Mais do que uma foto ou um desenho, essa tatuagem representa um marco emocional e espiritual, um ponto de inflexão na relação de Bruno consigo mesmo. É uma marca no corpo — e na alma — que carrega história, presença e memória.

Ao compartilhar o momento, o ator inspirou um olhar mais cuidadoso sobre práticas tradicionais, respeito cultural e a busca por sentido em cada escolha feita na vida pública e privada.

Entre estética e transcendência

A tatuagem de Bruno Gagliasso se revela como um ritual — ancestral, espiritual e profundamente pessoal. Em vez de apenas um desenho, ele vivenciou uma transição, uma conexão e um aprendizado — refletidos na pele, sim, mas muito mais no interior.

Para quem acompanha sua trajetória, a atitude ressoa: em um mundo em que tudo é rápido, Bruno optou por uma experiência sem pressa, sem rótulos, e cheia de significado. Que essa sagrada memória inspire outros a pensarem sobre as marcas que escolhem carregar — no corpo e no coração.

Bruno Gagliasso

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Jornalista, publicitária, carioca, ruiva, leonina, motoqueira, dona de pet e filha do Carvalho. Informo a galera sobre esportes, cultura pop e algumas críticas de cinema. Conto histórias que estão na rotina do cidadão, do meu jeitinho carioca.

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