Por Manu Cárvalho

Reprodução/Gareth Cattermole/Getty Images

Após quase duas décadas de separação, desentendimentos públicos e trocas de farpas, Liam e Noel Gallagher subiram juntos ao palco novamente na última sexta-feira (4), dando início à aguardada turnê “Oasis Live ’25”, no Principality Stadium, em Cardiff, País de Gales. A banda, que marcou gerações com hits como Wonderwall, Don’t Look Back in Anger e Champagne Supernova, não se apresentava desde 2009 — e agora volta com casa cheia e coração aberto.

Cerca de 75 mil fãs vibraram a cada acorde, num clima de nostalgia e esperança. O show de estreia será seguido por uma segunda apresentação neste sábado (5), encerrando a passagem pela cidade antes de seguir para outros destinos do Reino Unido e do mundo.

Formação estrelada reforça o retorno triunfal

Além dos irmãos Gallagher, o Oasis chega com um time de peso para marcar seu retorno:

Gem Archer, guitarrista que integrou o grupo nos anos 2000;

Paul “Bonehead” Arthurs, um dos fundadores da banda original;

Andy Bell, baixista veterano;

Joey Waronker, ex-baterista do R.E.M.;

Christian Madden, no teclado.

A nova formação foi pensada para equilibrar a sonoridade clássica dos anos 90 com uma pegada moderna e madura — reflexo da trajetória individual de cada integrante após o fim da banda.

Tour global com parada certa na América do Sul

A “Oasis Live ’25 Tour” é ambiciosa e global. Depois da etapa britânica, que inclui Manchester, Edimburgo, Londres e Dublin, o grupo se prepara para cruzar oceanos. A agenda já prevê paradas em:

Canadá, Estados Unidos e México;

Japão e Coreia do Sul;

e, claro, América do Sul, com expectativa de shows no Brasil, Argentina e Chile.

Segundo Liam, “esse reencontro não seria completo se não passássemos pelos lugares onde a galera realmente canta mais alto que a gente” — deixando claro o carinho especial com os fãs latinos.

Unidos até no futebol: homenagem emocionante a Diogo Jota

Apesar do passado de rivalidade entre os irmãos, o reencontro trouxe não apenas harmonia musical, mas também empatia. Durante o show, Liam e Noel homenagearam o jogador português Diogo Jota, que faleceu recentemente em um acidente de carro. Fãs relataram que Noel usava uma braçadeira preta em sinal de luto, enquanto Liam dedicou a música Live Forever ao atleta, que era fã declarado da banda.

Os irmãos, conhecidos por serem torcedores apaixonados do Manchester City, emocionaram a plateia ao deixarem de lado diferenças pessoais e esportivas para homenagear um talento perdido cedo demais. Foi um dos momentos mais aplaudidos da noite — não só pela música, mas pelo gesto de humanidade.

Do britpop ao mundo: o legado vivo do Oasis

O Oasis foi um dos maiores nomes do britpop dos anos 1990, rivalizando com Blur e redefinindo a cena musical global. Seu álbum (What’s the Story) Morning Glory? vendeu mais de 22 milhões de cópias, e músicas como Wonderwall seguem sendo hinos atemporais. A separação da banda em 2009 deixou milhões de fãs órfãos — até agora.

A volta dos Gallagher aos palcos não é apenas uma reunião musical. É uma conciliação emocional entre irmãos que carregaram a fúria e o gênio do rock britânico nos ombros por anos. E agora, mais maduros, mostram que a música pode, sim, ser um ponto de encontro — e não apenas de ruptura.

O impossível virou realidade — e soa melhor do que nunca

Ver Liam e Noel Gallagher dividindo o palco novamente é testemunhar um pedaço da história da música sendo reescrito ao vivo. A “Oasis Live ’25 Tour” é mais do que uma série de shows — é um reencontro entre irmãos, entre banda e público, entre passado e presente.

Se o som continua potente e a energia ainda pulsa, talvez essa turnê não seja apenas uma despedida nostálgica, mas o começo de um novo capítulo. E uma certeza já se tem: para quem esperou 16 anos, cada segundo dessa volta já valeu a pena.

Wonderwall nunca soou tão significativa.

Liam Gallagher

Noel Gallagher

Oasis Live ’25

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Jornalista, publicitária, carioca, ruiva, leonina, motoqueira, dona de pet e filha do Carvalho. Informo a galera sobre esportes, cultura pop e algumas críticas de cinema. Conto histórias que estão na rotina do cidadão, do meu jeitinho carioca.

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