Aposto que você frequenta a rede “Pinterest” para salvar referências de estilo, decoração, cortes de cabelo, maquiagem e infinidades mais…

Mas já parou para pensar que antes de tudo virar uma pasta salva, A moda já estava na rua? Sim. A estética, o território e a memória andam de braços dados na construção de estilos.

Feed Pinterest (2025)

A estética construída individualmente, por nós, no corre, com nosso no próprio tempo e espaço circula viva. A beleza preta, intensa, colorida, ritmada nos envolve de ancestralidade, identidade e caminhos de moda nacional. Que se movimenta com o corpo e não contra ele. E não precisa de curadoria porque é pulsação cotidiana.

Uma moda que nasce da vivência, é repleta de singularidades, mas que olhamos com identificações pontuais que nos conectam como coletivo.

Desde a roupa pra ir ao baile.

Até a que ficamos papeando a calçada.

A roupa do domingo em família.

A foto que ficou no fundo da gaveta.

É essa moda que não aparece nos editoriais, mas vive nas memórias. Palavra essa que carrega nossa história em forma, cores, sentidos.

É essa moda que não precisa de desfile, porque já habita o corpo que atravessa o bairro.

É essa moda que não nasce do Pinterest, mas da necessidade de ser visto, de ser alguém num país que insiste por vezes aplaudir o que “vem de fora” e apagar nossas pluralidades em um território com dimensões continentais.

Numerologia Cabalística – Gracyanne Barbosa

A Revista Pàhnorama abre espaço para artistas e pessoas em processo de transformação pessoal

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