Jankel Schor encantou o Maracanã por uma década e virou símbolo do futebol carioca

Foto: Juha Tamminen

Morreu nesta quinta-feira, aos 98 anos, Jankel Schor, o “Vovô das Embaixadinhas”, figura marcante do futebol carioca. Russo naturalizado brasileiro e torcedor do America, ele se tornou conhecido pelas exibições com a bola no ar, sempre às quartas e domingos, no antigo Maracanã.

Com chuteiras pretas e o corpo curvado, Jankel encantava a torcida com sua habilidade em controlar a bola sem deixá-la cair. Sua presença virou atração cativa no estádio por cerca de dez anos, até o início das obras para a Copa de 2014.

Internado há uma semana no hospital Badim, na Tijuca, Jankel recebeu homenagens nas redes sociais do Maracanã. Em uma entrevista em 2021, ele demonstrava saudade do estádio:

— Tenho saudade, é pena que estou velho (risos). A bola nunca caiu.

A história começou no Vasco da Gama, ainda no fim dos anos 90, quando Edmundo o apresentou a Eurico Miranda. Foram três anos de apresentações em São Januário, inclusive com viagem ao Japão na disputa do Mundial de Clubes entre Vasco e Real Madrid. Lá, foi elogiado por torcedores, japoneses e até Michel Platini.

Apesar da trajetória cruz-maltina, o coração era rubro.

— Sempre fui America, morava perto do estádio. Mas o Eurico era meu fã.

Aos poucos, Jankel virou parte da paisagem afetiva do futebol do Rio. Com Romário, Marcelinho Carioca ou sozinho, chamava atenção no gramado e nas arquibancadas. Em cada embaixadinha, deixava um pouco da história de um tempo em que futebol também era afeto.

O futebol carioca perde um personagem raro. E a bola, hoje, silencia em homenagem a quem nunca a deixou cair.

Com informações do Ge.

Vovô das Embaixadinhas

Jankel Schor

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