Caso Matteus Amaral e do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Farroupilha (IFFAR), ganha mais mais detalhes.

Matteus Amaral./Fonte:reprodução/globo

O jornalista Gabriel Perline divulgou, com exclusividade, nota em que o Instituto Federal de Farroupilha confirma fraude no vestibular.

“Em 2014 o estudante Matteus Amaral Vargas ingressou no curso de bacharelado em Engenharia Agrícola oferecido em conjunto com a Unipampa. A inscrição dele foi feita nas vagas destinadas a candidatos pretos/pardos. Essas informações constam no Edital no 046/2014, que é público e traz o resultado da seleção desse curso naquele ano. Esse curso, oferecido em conjunto com a Unipampa, não é mais ofertado pelo IFFar desde 2021. O Matteus Amaral Vargas também não é mais estudante do IFFar.

Em relação ao ingresso pelas cotas, é importantíssimo ficar claro que, naquela época, de acordo com a Lei de Cotas de 2012, o único documento exigido para a inscrição nas cotas era a autodeclaração do candidato. Assim como em outras instituições federais de ensino, não havia mecanismo de verificação ou comprovação da declaração do candidato. Os editais, contudo, continham a informação de que, ‘a constatação de qualquer tipo de fraude na realização do processo sujeita o candidato à perda da vaga e às penalidades da Lei, em qualquer época, mesmo após a matrícula’.

Não havendo nenhum mecanismo específico de verificação de autodeclaração implantado, possíveis fraudes eram apuradas apenas se houvesse denúncia. Ou seja, alguém deveria fazer uma denúncia formal na Ouvidoria da instituição. Nesse caso, a questão poderia ser investigada internamente, por meio de um processo administrativo normal, que assegurasse ampla defesa de todas as partes. Nenhuma denúncia desse tipo foi feita na época.

Também é fundamental esclarecer que a política nacional de cotas foi sendo aperfeiçoada com o tempo, principalmente em razão de denúncias de possíveis fraudes terem surgido em várias instituições, várias delas recebendo ampla cobertura midiática. Um dos mecanismos implantados é a heteroidentificação, adotada pelo IFFar desde as seleções realizadas em 2022 para ingresso em 2023. Atualmente, cada campus do IFFar possui uma comissão composta por três pessoas titulares e duas suplentes que atua em todos os processos de seleção dos estudantes.” Diz a nota enviada à Contigo.

Conforme noticiamos ontem (13), um aluno chamado Matteus Amaral Vargas, mesmo nome do Matteus Amaral do BBB 24, ingressou na universidade por sistema de cotas no ano de 2014 e isso chamou a atenção de internautas e ganhou grande repercussão. Entenda o caso

Mas tem um ponto que ainda nos chama atenção. Por qual motivo, mesmo após ter sido DESCLASSIFICADO, com nota 0 (zero) na redação, o vestibulando Matteus Amaral entrou com recurso e foi DEFERIDO? De acordo com o edital, o candidato não pode zerar a redação.

Parte do edital 2013 da IFFAR./Fonte: reprodução/insternet

Conforme imagem abaixo, somente o aluno em questão conseguiu ter seu recurso aceito pelo Instituto. Qual teria sido o critério?

Recurso do edital 2013, Matteus Amaral é o único que tem pedido DEFERIDO./Fonte: reprodução/internet

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