O mundo do entretenimento e da cultura pop está em luto. Faleceu em Okinawa, no Japão, o ator e dublê japonês Hikaru Kurosaki (nome artístico de Seiki Kurosaki), aos 64 anos. A confirmação da morte foi feita por colegas da Associação de Mergulho da Cidade de Motobu, região onde ele residia de forma discreta há mais de três décadas. A causa do falecimento não foi divulgada.

Para quem viveu a era de ouro da TV brasileira no fim dos anos 80 e início dos 90, Kurosaki dispensa apresentações. Ele foi o rosto, o carisma e a energia por trás de O Fantástico Jaspion (Kyoju Tokuso Jaspion, 1985). Se no Japão a recepção da série foi moderada, no Brasil ela se transformou em uma febre cultural sem precedentes na Rede Manchete, abrindo as portas para toda a invasão das produções de tokusatsu (séries japonesas de efeitos especiais) no país.

Antes de vestir a icônica armadura metalizada, Kurosaki refinou suas habilidades como dublê no lendário grupo Japan Action Club (JAC), participando de produções marcantes como a versão japonesa do Homem-Aranha (1978) e Bioman (1984). Sua atuação física, ágil e bem-humorada como Jaspion ditou o padrão para os heróis do gênero Metal Hero.

Apesar do estrondoso sucesso internacional, o ator decidiu se afastar dos holofotes no início dos anos 1990. Longe das câmeras, reencontrou seu propósito no oceano, trabalhando anonimamente por mais de 30 anos como instrutor de mergulho em Okinawa.

Para um site de entrevistas que pulsa cultura pop, a partida de Hikaru Kurosaki não é apenas uma nota de falecimento: é o encerramento do ciclo terreno de uma figura que moldou a imaginação, as brincadeiras de infância e a nostalgia de toda uma geração de brasileiros. O “Tarzan Galáctico” nos deixa, mas o seu legado de justiça e coragem permanece eterno.

Compartilhar.
Deixe Uma Resposta

Português do Brasil
Exit mobile version