De 6 a 8 de outubro, Febrava RIO reúne soluções e debates sobre novos fluidos refrigerantes, eficiência energética, redução de emissões e ciclo de vida dos equipamentos
A redução das emissões de gases de efeito estufa está impulsionando mudanças na indústria de climatização e refrigeração. Uma das principais frentes envolve os hidrofluorcarbonos (HFCs), utilizados como fluidos refrigerantes e que, embora não prejudiquem a camada de ozônio, podem apresentar alto potencial de aquecimento global. No Brasil, a meta estabelecida a partir da Emenda de Kigali, vinculada ao Protocolo de Montreal, é reduzir o consumo desses gases em 80% até 2045, em relação à linha de base.
A transição envolve fabricantes, projetistas, instaladores e demais profissionais do setor de Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração (AVAC-R) e estará entre os temas da Febrava RIO, de 6 a 8 de outubro, no Riocentro, no Rio de Janeiro. Com mais de 100 marcas expositoras, a feira reúne tecnologias e soluções relacionadas a novos refrigerantes, eficiência energética, manutenção e gestão dos gases ao longo da vida útil dos equipamentos.
“A indústria de climatização e refrigeração está diante de uma mudança importante, que envolve novas tecnologias, maior eficiência e escolhas mais responsáveis ao longo da vida dos equipamentos. A Febrava RIO acompanha esse movimento e reúne soluções que mostram como o setor está respondendo aos novos desafios ambientais”, afirma Tatiana Rassini, gerente geral da feira.
Novos fluidos e redução de emissões
A primeira etapa do Programa Brasileiro de Redução do Consumo de HFCs, prevista para 2026 a 2032, estima uma redução de 10%, equivalente a 7.289.768 toneladas de CO₂.
“Essa transição não envolve apenas a substituição dos fluidos refrigerantes. É preciso olhar também para a eficiência energética dos equipamentos, a redução de vazamentos, a recuperação dos gases e todo o ciclo de vida do sistema”, explica Thiago Pietrobon, diretor de Meio Ambiente da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA).
A mudança também exige adaptação da cadeia. Parte dos refrigerantes de menor potencial de aquecimento global apresenta características que demandam novos cuidados de segurança, instalação e manutenção, ampliando a necessidade de atualização de técnicos, projetistas e demais profissionais.
Além da escolha dos fluidos e do consumo de energia, eventuais vazamentos e a destinação dos refrigerantes também interferem no impacto ambiental dos sistemas. “Não adianta apenas escolher um fluido de menor impacto se ele for perdido para a atmosfera durante a operação ou no fim da vida útil. A recuperação, a reciclagem e a destinação adequada dos refrigerantes são fundamentais para que o benefício ambiental da transição tecnológica seja efetivamente alcançado”, afirma Pietrobon.
A discussão ganha relevância em um período de aumento da demanda por climatização e de busca por equipamentos mais eficientes. Na Febrava RIO, essas transformações estarão presentes tanto entre as soluções apresentadas pelas empresas expositoras quanto na programação de conteúdo voltada à atualização dos profissionais do setor.
