Isabel de Fátima Alvim Braga
Ensaio de evidência, não de facção. Setembro de 2026.
O ponto que o debate finge não ouvir
Destransição virou troféu de um lado e tabu do outro. Os dois erram o alvo. Quem celebrar a destransição como “vitória” trata um corpo já alterado como peça de retórica. Quem negar que ela existe trata o paciente que voltou atrás como deserção moral.
Destransicionar não é o melhor desfecho. É dano-controle. O certo, quando era possível, era não ter empurrado a criança ou o adolescente para bloqueador, hormônio cruzado e bisturi. Quem já está no meio do caminho precisa de cuidado honesto — endocrinologia, saúde mental, reconstrução quando der.
Isso não transforma o arrependimento em plano terapêutico de primeira linha. A pergunta decente não é “como celebrar quem voltou”. É “como parar de fabricar essa fila”.
O que os remédios são, sem poesia
Parte do arsenal da “afirmação” de gênero em menores não nasceu para adolescência inquieta.
Nasceu para câncer de próstata, puberdade precoce e castração química.
Análogos de GnRH (leuprolida e parentes) derrubam hormônio sexual.
Na bula americana, a indicação clássica do depósito em adulto é câncer de próstata avançado.
Efeito de classe: onda de calor, fadiga, perda de densidade óssea, piora metabólica, instabilidade de humor. Relatos pós-comercialização incluem depressão e, raríssimos, ideação suicida — frequência causal não mensurada.
Acetato de ciproterona: antiandrógeno de próstata e hirsutismo; depressão, fígado, meningioma dose-dependente. Bicalutamida: próstata; hepatotoxicidade. Espironolactona não é fármaco oncológico; o risco dela é potássio e pressão. Testosterona e estradiol não são “remédio de câncer”; são hormônio cruzado com acne, policitemia, trombo, infertilidade.
As revisões da Universidade de York, encomendadas para a Cass Review, disseram o que deveria ter travado o protocolo rotineiro: evidência de qualidade alta sobre benefício psíquico do bloqueador e do hormônio em menor — quase nenhuma.
O sinal mais consistente do bloqueador é osso e estatura comprometidos durante o uso. Fertilidade, cérebro em desenvolvimento, desfecho aos trinta anos: não pontuado com rigor.
A frase que se diz à mãe: “Se você não deixar transicionar agora, seu filho se mata.”
Essa frase opera como chantagem clínica. Não como dado.
Primeiro o chão brasileiro — porque o pânico se vende como se o país não tivesse epidemiologia própria.
O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde (vol. 55, nº 4) fechou 2021 com 15.507 óbitos por suicídio: 12.072 homens e 3.431 mulheres. Taxa geral: 7,5 por 100 mil, 42% acima de 2010 (5,2). Entre 5 e 14 anos: 224 mortes (101 meninos, 123 meninas) — 11ª causa de morte nessa faixa. Entre 15 e 19: 1.075 mortes (733 homens, 342 mulheres) — terceira causa. Entre 20 e 29: quarta causa. Em mortalidade proporcional, o suicídio pesou 6,90% das mortes aos 15–19 e 3,41% aos 5–14.
A taxa por 100 mil em 2021, no mesmo boletim, desenha o perfil clássico e o desvio recente. Homens: o pico está no idoso (18,1 aos 70+). Mulheres: o pico está na adolescente — 4,5 por 100 mil aos 15–19, acima de qualquer outra faixa feminina. Meninas de 5–14: 0,9. Meninos da mesma idade: 0,7. Aos 15–19 masculinos: 9,3. Ou seja: o país já vive uma epidemia de sofrimento adolescente, sobretudo feminino na ponta da mortalidade relativa, sem precisar de diagnóstico de incongruência para isso existir.Série longa confirma a subida.
Análise ecológica 2000–2022 (PLOS One, taxas corrigidas): suicídio aos 10–19 passou de 2,10 para 4,62 por 100 mil (+120%). O estouro percentual maior foi aos 10–14 (+140%). Em meninas de 10–14, +176% (0,61 para 1,68). A partir de 2012 a curva das meninas dessa faixa acelerou (APC 10,59%) e, depois de 2018, ultrapassou a dos meninos.
Folha/SUS: suicídio em meninas 10–14 subiu 221% de 2000 a 2021, contra 170% nos meninos; internação por lesão autoprovocada e atendimento por depressão explodiram na mesma faixa feminina (+663% em depressão).
De 2014 a 2023, compilação nacional apontou 134.810 óbitos, taxa média 6,44/100 mil; 2023 no teto da série em alguns recortes (7,86). Sul lidera (10,19), Centro-Oeste 7,71. Homens são ~78% dos mortos.
Fiocruz (informe juventude, dados 2022–2024): recorte 15–29 com taxa bem acima da média; jovens indígenas 62,7/100 mil; homem indígena 20–24 chega a 107,9; mulher indígena 15–19, 46,2.
Quem fala em “salvar a criança trans” e ignora a criança indígena, a menina de 12 anos com tentativa e o rapaz do interior com arma em casa está escolhendo o cartaz, não o óbito.
Nada disso, no SIM, vem desagregado por “identidade de gênero”.
O Brasil não pontua suicídio de criança transicionada. Quem afirma taxa nacional TGD no DATASUS inventa.
Ideação não é caixão, e o caixão não obedece ao slogan
Ideação e tentativa em jovens com disforia ou identidade trans são, de fato, muito mais altas que na população geral.
Meta-análise de 137 estudos (cerca de 131 mil jovens TGD) estimou ideação em 48,8% e tentativa em 26,2%. USTS 2015, amostra de conveniência adulta: 40,4% tentativa na vida; ideação no ano 48,3%. Isso é sofrimento real. Não autoriza o salto “portanto o hormônio evita o caixão”.
Morte consumada é outro numerador. GIDS/Tavistock: da ordem de 4 suicídios em cerca de 15 mil jovens numa década (~0,03%). Louis Appleby, revisor oficial de suicídio do governo britânico, auditou 2018–19 a 2023–24: 12 suicídios em seis anos — 6 abaixo de 18, 6 acima. Três anos antes de 2020–21: 5 mortes. Três anos depois: 7. Nos menores: 3 e 3.
Appleby: os dados não sustentam “explosão” após restringir bloqueador; os que morreram estavam em pontos distintos do sistema, inclusive pós-alta, com múltiplos fatores de risco clássicos.
O BMJ resumiu: não há evidência de onda causada pelo recuo do fármaco.Finlândia, Ruuska et al., BMJ Ment Health 2024 — o desenho que o ativismo menos cita. Todos os menores de 23 encaminhados a serviço especializado de identidade de gênero, 1996–2019: n=2.083, contra 16.643 controles pareados. 55 mortes no conjunto estudado, 20 suicídios (36% das mortes).
Proporção bruta de suicídio: 0,3% nos encaminhados vs 0,1% nos controles. Taxa: 0,51 suicídios por 1.000 pessoas-ano nos encaminhados vs 0,12 nos controles. Mortalidade geral: 0,81 vs 0,40 por 1.000 pessoas-ano. Ajuste para tratamento psiquiátrico de nível especializado: HR de mortalidade geral 1,0 (IC 0,5–2,0); HR de suicídio 1,8 (IC 0,6–4,8) — não significativo.
Conclusão dos autores: a disforia clínica não prediz morte quando se conta a doença mental; o preditor é a psiquiatria; a reatribuição médica não mostrou impacto mensurável nesse risco.
Dinamarca, Erlangsen et al., JAMA 2023 — 6,66 milhões de nascidos no país, 1980–2021; 3.759 pessoas identificadas como trans (prontuário ou retificação). 92 tentativas, 12 suicídios, 245 mortes outras. Tentativa padronizada: 498 vs 71 por 100 mil pessoas-ano (aIRR 7,7). Morte por suicídio: 75 vs 21 (aIRR 3,5). Morte não suicida: aIRR 1,9. Mortalidade geral: aIRR 2,0. Quase 43% dos trans tinham diagnóstico psiquiátrico vs 7% dos demais.
As razões continuaram elevadas até 2021, embora as taxas absolutas tenham caído em todos os grupos. É registro nacional de adultos e jovens, não prova de que bloqueador em criança reduz o 75.
Suécia, Dhejne et al., PLoS One 2011 — coorte pós-cirurgia 1973–2003. Mortalidade geral aHR 2,8; suicídio aHR 19,1 (IC 5,8–62,9); tentativa aHR 4,9; internação psiquiátrica aHR 2,8. Isso é depois da cirurgia, em outra geração, outro critério. Serve para uma coisa só: transição completa não iguala o risco ao da população. Não serve para vender GnRH a menor como colete à prova de bala.Cass, relatório e entrevistas: não há evidência adequada de que o pacote afirmativo reduza suicídio.
York: qualidade baixa para desfecho psíquico de bloqueador e hormônio. Inglaterra fechou o GIDS e restringiu GnRH a ensaio. Suécia, Finlândia, Noruega, Dinamarca apertaram o mesmo parafuso. Não foi ódio. Foi auditoria.
Dizer à mãe que a transição precoce “melhora o suicídio” é, no estado atual da ciência, uma afirmação que não se aguenta em óbito.
Pode até coincidir com queda de ideação em questionário de 12 meses numa clínica sem controle decente. Pode ser o alívio de ser ouvido. Não é evidência de que o GnRH salva vida. Usar o cadáver hipotético do filho como argumento de prescrição é má medicina e má ética.
Desistência antiga, pipeline novo
Antes do protocolo holandês virar linha de montagem, as coortes de criança pré-púbere encaminhada à clínica — sem hormônio — mostravam o contrário do dogma atual: a maioria deixava a disforia até a adolescência.
Steensma e colegas: persistência na casa de um quarto dos que puderam ser seguidos; desistência maior. Muitos desses meninos cresceram gays, não “meninas presas no corpo errado”.
O que mudou não foi a biologia humana. Mudou o protocolo. Criança entra em bloqueador e, nas séries modernas, quase todos seguem para hormônio cruzado.
Cass registrou o detalhe cruel: quanto mais cedo o bloqueio, maior a chance de seguir para o cruzado. O fármaco que se vendia como “tempo para pensar” funciona, na prática, como trilho.
Daí a trapaça estatística. Clínicas publicam 1% a 8% de descontinuação de remédio em dois a seis anos e gritam “quase ninguém se arrepende”. Seguem pouco. Perdem quem some.
Chamam de “desistência” só quem volta à mesma recepção para devolver o frasco. Littman e Vandenbussche, amostras enviesadas para o outro lado, mostram gente que não volta à clínica que a medicalizou.
A faixa publicada de “detransição”, conforme a definição, vai de perto de zero a 30%. O número verdadeiro de longo prazo, na casuística nova — menina natal, início tardio, autismo, trauma, rede social — ninguém tem. Afirmar 1% com segurança é propaganda. Afirmar 80% para quem já tomou hormônio também é.
Por que destransição não é o plano
Quem desfaz o caminho carrega o que o caminho fez. Voz grave não volta. Mastectomia não reimplanta mama de verdade. GnRH seguido de cruzado fere esperma e óvulo.
Ossos perdidos na janela da adolescência podem não se recuperar inteiros. Ciproterona e estradiol deixam conta no humor e no coágulo.USTS 2015 / Williams Institute, amostra de conveniência: quem já tinha “de-transitioned” em algum momento teve mais ideação e mais tentativa, vida toda e no último ano, do que quem nunca parou. Tentativa no ano: cerca de 12% vs 6,7%. Não é mortalidade. Não é coorte.
É o único recorte grande que isolou o subgrupo — e ele fica pior, não melhor, dentro de uma amostra que já estava disparada em relação aos 0,6% de tentativa anual da população americana da época. Littman (n=100) e Vandenbussche (n=237) descrevem depressão, trauma e abandono assistencial; não publicam taxa de óbito. Registro nacional de mortos “destransicionados”: não pontuado em lugar nenhum.
Tradução clínica: a fila da destransição não é a fila da cura. É gente com a mesma comorbidade que inflava a tentativa antes, agora com corpo alterado, rede rompida e, muitas vezes, vergonha de voltar à clínica que receitou. Tratar isso como “prova de que transição mata” é tão preguiçoso quanto tratar 1% de descontinuação em dois anos como “prova de que ninguém se arrepende”.
Tratar destransição como solução é pedir que o paciente pague duas vezes: uma na ida, outra na volta. A solução decente é anterior. Avaliação lenta. Tratar depressão, ansiedade, TOC, autismo, abuso, anorexia. Distinguir homossexualidade de disforia. Não ameaçar a família. Não chamar psicoterapia exploratória de “conversão”. Conversão é coagir identidade.
Exploração é o que se faz com qualquer adolescente que quer um ato irreversível.
Para quem já transicionou e quer parar: acolher sem humilhar e sem transformar o caso em conteúdo. Endocrinologista. Saúde mental. Cirurgia reparadora se couber. Nada disso reescreve o passado. Só impede o terceiro erro — o abandono.
Curitiba, emenda e o resto da encenação
No chão brasileiro, o debate vira PL e ONG. Em Curitiba há ecossistema LGBTI+ antigo e competente em advocacy — Grupo Dignidade, Aliança, ABRAFH — com convênio federal localizado de R$ 200 mil para enfrentamento de violência, não uma “ONG de criança trans” nomeada no caderno de emendas da Câmara que se tenha conseguido cravar. Minha Criança Trans é rede nacional, laço afetivo com a capital, parceria de mapeamento com ministério em São Paulo; emenda específica curitibana para essa pauta, no que foi vasculhado, não pontuada. E filme com global que foca na mãe e não na criança. O Fundo da Criança existe e é genérico. Quem quiser o CNPJ, abre o caderno da LOA. Sem isso, “todas as ONGs infantis trans mamam emenda” é rumor, não auditoria.
O que fazer com o medo
O adolescente que fala em morrer merece ser levado a sério. Sempre. O caminho evidenciado para reduzir morte em jovem com depressão, trauma e isolamento não é off-label de análogo de GnRH. É tratar a doença, tirar meio letal, não deixar sozinho, CAPS, família que não agride e não idolatra. CVV 188 existe o ano inteiro.
A pressa afirmativa vendeu-se como compassiva. Os registros de óbito não a endossam.
A destransição que começa a aparecer não é prova de que “transição nunca ajuda ninguém”. É prova de que se aplicou fármaco de castração e hormônio cruzado a uma geração sem o ensaio que se exigiria para qualquer outro ato irreversível em menor.Destransição é o hospital de campanha depois da ofensiva.
A ofensiva é que não deveria ter saído do quartel.
Quem ama a criança segura o bisturi. Não o ameaça com o próprio funeral.
Isabel de Fátima Alvim Braga
NÚMEROS E FONTES
Os percentuais abaixo são os publicados nas fontes citadas — não são “a taxa verdadeira universal”. Onde a evidência é fraca, está escrito.
1.MS, Boletim Epidemiológico vol. 55 nº 4: Brasil 2021 = 15.507 suicídios (12.072 H / 3.431 M); taxa 7,5/100 mil (era 5,2 em 2010, +42%). 5–14 anos: 224 óbitos (101 M / 123 F), 11ª causa, 3,41% das mortes da faixa. 15–19: 1.075 (733 / 342), 3ª causa, 6,90% das mortes. Taxas/100 mil 2021: F 15–19 = 4,5 (pico feminino); M 70+ = 18,1; M 15–19 = 9,3; F 5–14 = 0,9; M 5–14 = 0,7.2. Soares et al. / PLOS One 2025 (2000–2022, taxas corrigidas 10–19): 2,10 → 4,62/100 mil (+120%). 10–14: +140%. Meninas 10–14: 0,61 → 1,68 (+176%); APC +10,59% a partir de 2012; após 2018 taxa feminina 10–14 supera a masculina. 2022: 10–19 total 4,62; 15–19 H 10,20 / F 4,71.3. Compilação 2014–2023: 134.810 óbitos; média 6,44/100 mil; Sul 10,19; CO 7,71; homens ~78%. Algumas séries põem 2023 em 7,50–7,86. Fiocruz juventude: indígenas 62,7/100 mil; H indígena 20–24 = 107,9; M indígena 15–19 = 46,2.4. Folha / dados SUS: suicídio meninas 10–14 +221% (2000–2021) vs +170% meninos; depressão atendida +663% nas meninas 10–14.5. Meta-análise JAMA Pediatrics (2025): 137 estudos, ~131 mil jovens TGD; ideação 48,8%; tentativa 26,2%.6. USTS 2015: tentativa na vida 40,4%; ideação no ano 48,3%; tentativa no ano ~12% em quem já detransicionou vs 6,7% em quem nunca parou.7. GIDS: ~4 suicídios / ~15 mil / década (~0,03%). Appleby, GOV.UK 19/7/2024: 12 suicídios em 6 anos (6 <18, 6 ≥18); 5 antes vs 7 depois de 2020–21; menores 3 e 3. Sem explosão pós-restrição.8. Ruuska et al., BMJ Ment Health 2024: n=2.083 encaminhados <23 vs 16.643 controles (1996–2019). Suicídio 0,3% vs 0,1%. Taxa 0,51 vs 0,12 por 1.000 pessoas-ano. Após psiquiatria: HR mortalidade 1,0 (0,5–2,0); HR suicídio 1,8 (0,6–4,8, n.s.).9. Erlangsen et al., JAMA 2023 (Dinamarca 1980–2021): 3.759 trans; 92 tentativas, 12 suicídios. Tentativa 498 vs 71/100 mil PA (aIRR 7,7); óbito suicídio 75 vs 21 (aIRR 3,5); mortalidade geral aIRR 2,0.10. Dhejne et al., PLoS One 2011 (Suécia, pós-SRS): suicídio aHR 19,1; tentativa 4,9; morte geral 2,8 — pós-cirurgia adulta, não menor, não detransição.11. Cass / York (ADC 2024): evidência de bloqueador e hormônio em menor de baixa qualidade; osso/estatura com sinal; não se conclui redução de suicídio.12. SIM / resposta MS à Câmara: 5.696 óbitos 10–19 anos (2020–2024); 2024 preliminar 859.13. Steensma et al.: persistência ~27% na coorte infantil pré-púbere localizada — outra era, sem GnRH de rotina.14. York/Cass descontinuação: GnRHa 0–8%; UK n=1.089: 8,3% deixaram incongruência; 5,3% pararam fármaco e voltaram ao sexo natal.15. van der Loos et al., Lancet Child 2022 (n=720): 98% seguiram no hormônio após bloqueio.16. JAH 2025 (n=1.050 EUA): 4% pararam hormônio sem retomar; 0,5% reidentificação documentada.17. Revisão J Sex Med 2025: parar GnRHa 1–7,6%; parar GAHT 1,6–9,8%; pedido muda antes do fármaco 0,8–7,4%.18. Crítica metodológica (Expósito-Campos e correlatos): detransição publicada 0–30% conforme definição.19. Bula FDA Lupron Depot / Eligard: próstata avançada; avisos de osso, metabolismo, humor.20. Ciproterona: meningioma e hepatotoxicidade; uso em transição off-label.21. Transparência: convênio 979937, Grupo Dignidade × MDHC, R$ 200.000 (2025–26) — violência LGBTQIAfóbica no PR, não emenda municipal de ONG de criança trans no caderno da CMC.22. Comtiba/PMC: FMCA 2026, R$ 15 mi, teto R$ 200 mil/OSC — infância genérica.23. Nexo 2026: ~76,8% do orçamento federal LGBTQIA+ 2026 veio de emenda (R$ 20,7 mi de 26,9); Paraná R$ 700 mil nesse recorte.
Nota de método. Artigo de argumentação ancorado em fontes públicas já citadas na apuração. Não descreve métodos de suicídio. Não é aconselhamento médico.
Quem estiver em sofrimento: CVV 188, SAMU 192, CAPS.
Criança em risco: Disque 100.
