O lendário estádio Defensores del Chaco, localizado em Assunção, capital do Paraguai, foi o palco de mais um duelo histórico entre brasileiros e argentinos. Desta vez, porém, o confronto aconteceu pela final da Copa Sul-Americana, com Lanús e Atlético Mineiro em busca do troféu continental. Cerca de 35 mil torcedores empurravam as equipes rumo à glória.
O início da partida foi de poucas emoções. Somente aos 13 minutos surgiu a primeira finalização, quando o atacante argentino Carrera arriscou um chute fraco de fora da área. As duas equipes se estudavam bastante, sem ceder espaços. O Atlético Mineiro tentava se impor tecnicamente, mantendo mais posse de bola, enquanto o Lanús se fechava e apostava nos contra-ataques.
Aos 17 minutos, o Galo chegou com perigo. Alan Franco bateu bonito de fora da área e assustou o goleiro Losada. Aos 26, Bernard cobrou uma falta com precisão e acertou a trave, levando apreensão à torcida argentina. O momento mais perigoso do Lanús na primeira etapa só aconteceu aos 46 minutos, novamente em chute de fora da área de Carrera, que passou perto da meta defendida por Everson.
O segundo tempo manteve a mesma toada: ritmo lento e poucas oportunidades. Aos 13 minutos, Dudu finalizou e obrigou Losada a espalmar para escanteio. O jogo seguiu amarrado, com o Atlético rondando a área adversária, mas sem efetividade, enquanto o Lanús seguia apostando nas transições rápidas. Aos 44 minutos, Castillo driblou Vitor Hugo e finalizou longe do gol, no lance mais perigoso dos argentinos na etapa final.
Com o empate persistindo, a decisão foi para a prorrogação. Nos primeiros 15 minutos, apenas uma chance clara surgiu, aos 10, quando Gustavo Scarpa cruzou e encontrou Biel livre na área, mas o atacante cabeceou em cima do goleiro. No segundo tempo extra, Biel teve novamente a bola do jogo. Após troca de passes, Hulk o deixou cara a cara com Losada, mas o atacante finalizou mal e desperdiçou a melhor oportunidade da partida.
Encerrada a prorrogação, o título da Copa Sul-Americana 2025 seria decidido nos pênaltis. Walter Bou abriu as cobranças para o Lanús, e Everson fez grande defesa. Na sequência, Hulk cobrou para o Atlético e também desperdiçou. Depois disso, Izquierdoz, Gustavo Scarpa, Marcich, Igor Gomes e Aquino converteram suas cobranças.

A responsabilidade de manter o Atlético vivo ficou nos pés de Biel, que novamente bateu mal e perdeu, tornando-se o destaque negativo do time mineiro. O ídolo grená Lautaro Acosta teve a chance de decidir, mas isolou a cobrança. Everson, então, assumiu a responsabilidade, bateu com categoria e recolocou o Galo na disputa.
Nas cobranças alternadas, Agustín Cardozo marcou para o Lanús, assim como Alexsander para o Atlético. Watson também converteu para os argentinos. Coube a Vitor Hugo a última cobrança brasileira, mas o zagueiro experiente desperdiçou, encerrando a disputa em 5 a 4 para o Lanús.
O título fez a torcida grená explodir de emoção no Paraguai e teve sabor especial de revanche. Em 1997, o Atlético havia vencido a extinta Copa Conmebol sobre o Lanús, e em 2014 superou novamente os argentinos na Recopa Sul-Americana.
Com a conquista, o Lanús garantiu vaga na próxima edição da Libertadores da América e disputará a Recopa Sul-Americana de 2026. Ao Atlético Mineiro, resta juntar os cacos de uma temporada sem brilho e lutar para se manter na zona de classificação para a próxima Copa Sul-Americana.
O Galo volta a campo pelo Campeonato Brasileiro na próxima terça-feira, quando enfrenta o Flamengo, às 21h30, na Arena MRV.
