O uso de inteligência artificial para criar imagens íntimas falsas de mulheres — os chamados deepfakes sexuais — deixou de ser apenas um problema tecnológico e passou a ser reconhecido como uma grave forma de violência digital. A prática gera impactos profundos na vida pessoal, profissional e emocional das vítimas e já encontra enquadramento no direito penal e civil brasileiro. A reportagem analisa como essas condutas podem configurar crimes previstos no Código Penal, gerar indenização por dano moral e atrair a responsabilidade das plataformas digitais. O texto também discute o papel do Estado, das empresas de tecnologia e os desafios para garantir proteção efetiva às mulheres diante da rápida expansão das ferramentas de IA generativa.
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