A realização do réveillon gospel no Maracanã, financiado com R$ 7 milhões de recursos públicos com inexigibilidade de licitação, expõe uma engrenagem política que ultrapassa o campo cultural e religioso. A matéria analisa como o Estado do Rio de Janeiro destinou verba pública a uma entidade privada ligada a uma liderança religiosa, sem transparência proporcional ao investimento e sem ampla cobertura jornalística do evento. Dados oficiais, registros administrativos e a ausência de informações verificáveis sobre público e execução levantam questionamentos sobre laicidade do Estado, uso eleitoral da fé e alianças políticas no contexto pré-eleitoral de 2026. O episódio é tratado como sintoma de um modelo de gestão pública que mistura poder religioso, orçamento estatal e conveniência política, com impactos diretos sobre a democracia e o controle social dos gastos públicos.
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