A Operação Sem Desconto, executada pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU) nesta quarta-feira (30), revelou um esquema de fraude no INSS em âmbito nacional. Os desvios foram realizados através de descontos irregulares aplicado a pensionistas e estima-se um rombo de até 6,3 bilhões de reais.
Vinícius de Carvalho, ministro do CGU. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
O esquema consistia em falsificar documentos e assinaturas, além do uso irregular de dados pessoais, para filiar pensionistas às associações que passavam a descontar o valor de serviços como planos de saúde e academia diretamente da renda do pensionista sem que o beneficiário tivesse conhecimento.
A Polícia Federal já entrevistou 1.273 pensionistas e aposentados, dos quais 97% afirmaram nunca terem autorizado nenhum dos descontos. Onze entidades envolvidas no esquema estão sendo indiciadas judicialmente, e todos os seus contratos vigentes foram cancelados.
Fraude do INSS e a Fiscalização adequada
Vinícius de Carvalho, ministro da Controladoria Geral da União, afirmou que o INSS não deu conta de manter uma fiscalização adequada devido ao aumento do número de descontos, e que a situação vinha sendo investigada desde 2023 pelo CGU. A Polícia Federal integrou-se à investigação a partir de 2024.
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