A tarde do último sábado (04/07) ganhou contornos memoráveis no salão de exposições do Parque Glória Maria, em Santa Teresa. O pretexto inicial era a aguardada abertura da mostra coletiva “Saravá seu Zé Pilintra” — sob a curadoria precisa de Bianca Branco —, que reuniu o olhar plural de 77 artistas em homenagem a uma das entidades mais carismáticas e emblemáticas do Brasil.

Mas o público de cerca de 100 pessoas que movimentou o espaço foi surpreendido por uma intersecção poderosa entre arte, comportamento e estilo.

O salão histórico transformou-se em passarela para a 2ª edição do Movimento Locks é Vida, um manifesto que celebrou a estética, a força e a cultura dread. Com forte carga de representatividade, o desfile ganhou vida através das criações identitárias das marcas Favela Hype e Kryolo Carioca.



O resultado? Uma explosão de atitude, beleza urbana e reverência às nossas raízes, consolidando o evento como um dos pontos altos da temporada cultural carioca.




Muito além da tendência: Os dreadlocks são um penteado milenar sem origem única, com profundas raízes em diversas culturas antigas da África à Índia. Evidências arqueológicas apontam que os egípcios já adotavam o estilo em 3400 a.C.
Hoje, mais do que um símbolo de espiritualidade, resistência e conexão com a natureza, os locks carregam o registro do tempo — e continuam fazendo a cabeça (e a moda) de quem dita o futuro.



“Em primeiro momento, trazer ao público o orgulho de cultivar uma herança africana nos dias de hoje . E além disso, mostrar a beleza e a autenticidade de corpos reais, de diferentes idades e gêneros para a passarela, tendo em vista que a passarela é um reflexo da rua, do cotidiano e nós estamos lá. Colhendo, plantando, existindo, conectados com a atualidade e conhecendo a moda.
O evento mostrou coisas além da ancestralidade, intelectualidade, criatividade e conexão com a moda atual, cortes em alfaiataria, tecidos acetinados e estampas e cores que acompanham a moda“. Jeniffer Machado – Empresária

“Agente quer deixar um recado simples: a moda precisa parar de tratar a estética dos locks como nao tendência e começar a reconhecê-la como parte permanente das passarelas.
O nosso desfile mostra que os locks carregam história,individualidade,ancestralidade, identidade e criatividade. Cada pessoa que entra na passarela prova que existe beleza naquilo que durante muito tempo tentaram esconder.
Se o mercado sair dessa edição entendendo que representatividade não é convite de uma vez por ano, mas compromisso, a gente já cumpriu uma parte da missão.
E, para quem ainda não viveu essa experiência, fica o convite: no próximo desfile você não vai assistir só um evento de moda. Você vai sentir uma cultura viva ocupando um espaço que sempre foi dela. É isso que faz os Locks em movimento crescer a cada edição“. Kalifalocks – idealizador


Fotografia: @yurivsx
Fotografia de bastidores: @maciechandler
Maquiadora: @vivivivebem e Produção: @yasmin prado
Redator: Roberto Valleck
MARCAS
Kryolo Carioca
Favela Hype
BASTIDORES





















6 Comentários
Foi um momento especial , com muita energia boa e representatividade.Tive a oportunidade de ir nesse evento e com certeza irei ao próximo, parabéns a todos que fizeram esse momento acontecer.
Brabo de mais 🔥🔥
🔥🔥
Evento maravilhoso.
Representatividade e muito estilo.
Parabéns aos envolvidos.
Primeiramente agradecer a oportunidade de poder estar fazendo parte dessa história com esse pessoal sensacional. Tudo lindo e espero estar nas próximas😄. Evento maravilhoso e representativo. Muito orgulho e vamo conquistar mais família.
Movimento importantíssimo pra reforçar a cultura preta e bater de frente com todo o preconceito que sofremos! Espero conseguir participar das próximas edições!!!