REPORTAGEM ESPECIAL

Por Ana Paula Tergilene e Isabel Braga

O Castelo não foi erguido para nota oficial. Foi desenhado para soro, vacina, bancada e hospital no mesmo chão da ciência. Virou militância bancada com emenda parlamentar de deputado investigado pela Polícia Federal. O Instituto que leva o nome do fundador ainda guarda a memória da doença que o país teima em chamar de “doença de pobre”. E tira do pobre acesso à saúde integral quando distribui dinheiro público pra ONG aconselhasa fiscalmente por assessor de presidente.

No mesmo complexo institucional, o hospital infantil — instituto nacional de saúde da mulher, da criança e do adolescente — opera o recém-nascido com HIV, sífilis congênita, tuberculose, malformação, doença rara e o que a maternidade do SUS não consegue resolver sozinha. Cirurgia fetal intrautero. Banco de leite humano. Residência de enfermagem e de pediatria. Isso é o Castelo quando ainda é ciência.

O sequestro não é o prédio. É a pauta. A pesquisa de Chagas, a cirurgia do bebê, a capela que não puxa ar, ai infiltração na parede que dá alergia proque a prioridade é outra, o técnico que manuseia o gel sem luva de nitrila — isso some. No dossiê da obra, os contratos de execução somam cerca de R$ 1,8 milhão. Desse total, R$ 214 mil estão ligados a acabamento, incluindo massa e pintura de parede. As medições apontam serviço pago. No imóvel, a tinta não está nas paredes: há reboco; não há pintura. O valor da obra existe no papel. O item pintura, no local, não.

No lugar entra a Fundação como marca, a Comunicação como filtro, a Ouvidoria como inquisidora, o Processo Administrativo Disciplinar como espetáculo e o “reposicionamento institucional” como nome novo do desmonte.

Desmonte não é só privatizar no papel. É deixar o terreno da fábrica de vacina com pasto e alicerce depois de dezesseis anos e mais de um bilhão já gastos; é manter máquina de R$ 813 milhões encaixotada desde 2018 enquanto a bancada pede ponteira e penrose desaparecido, é terceirizar dois mil postos num contrato de R$ 1,3 bilhão e chamar isso de “apoio técnico”; é criar subsidiária de direito privado para o instituto que produz vacina; é fundir o hospital infantil com outro prédio sem alvará do Corpo de Bombeiros e chamar isso de “integração”. O desmonte é o andar de cima cheio e o corredor sem tomada. O desmonte inclui esconder do próprio trabalhador os riscos aos quais ele foi exposto. O desmonte é passar a todo a mensagem do medo de que o denunciante será sempre punido. E enganar o judiciário chamando urânio de corante.

É transformar o castelo no Calabouço do silenciamento. Porque o mesmo castelo que pede indenização por uso de imagem deixa ministra o usar de campanha eleitoral sem avisar ao tribunal regional. A assimetria entre pesos e medidas é acachapante. Como diria George Orwell, todos os porquinhos são iguais, mas alguns porquinhos são mais iguais que os outros. Todos são suscetíveis à radiação. 

Nenhuma instituição — por mais centenária, por mais “estratégica”, por mais presente no folder — está acima do bem-estar das pessoas. Nem do técnico que se contamina com brometo de etídio e acetato de uranila ( que não é urânio mas nunca foi inócuo. ).

Nem do bebê na mesa que esperou 30 dias pra transplantar porque o dinheiro do material especial não chegou e adiaram a compra. Nem da enfermeira que tem trinta dias para decidir se muda de unidade sem saber se a especialidade dela sobrevive. O art. 37 da Constituição não reserva moralidade só para o outro órgão. A casa que adoece o próprio trabalhador para proteger a marca já perdeu o argumento de saúde pública.

O hospital infantil, o berço que o desmonte quer mudar de endereço

O hospital infantil não é anexo. É referência nacional: cerca de 130 leitos de internação, milhares de internamentos por ano, milhares de cirurgias, dezenas de milhares de atendimentos ambulatoriais, banco de leite, cirurgia intrauterina, doenças crônicas complexas. Foi abrigo de criança no século passado. Virou norma de pediatria. Continua sendo o lugar para onde o SUS manda o caso que não cabe no hospital geral.

O Ministério da Saúde assinou, em setembro de 2025, acordo de cooperação para “integrar” esse hospital infantil a um hospital federal de outro perfil — média e alta complexidade de adulto, oncologia, oftalmologia, vascular — num prédio de dez andares, projeto antigo, cinco elevadores, elétrica precária, hidráulica comprometida, sem escada externa, sem porta corta-fogo, sem alvará do Corpo de Bombeiros. O estudo de viabilidade, lido na Câmara e na ação da Defensoria, não mostra como somar 248 leitos de um lado com 132 do outro sem comprimir especialidade. Mostra o contrário: diminuição de leitos nos dois. Enfermarias de maternidade e pediatria fora das normas técnicas — sem espaço de acompanhante, sem distância entre leitos, sem rota de fuga, sem acessibilidade.

Anúncio oficial: R$ 170 milhões, reabertura gradual de leitos, segunda fase em 2026 “focada na mulher, na criança e no adolescente”. O corpo clínico leu outra frase: portaria dando trinta dias para médico e enfermeiro dizerem se ficam ou se removem — sem lista pública de quais especialidades restam.

As notas dos sindicatos. O sindicato dos trabalhadores da saúde, o sindicato dos médicos e o sindicato dos enfermeiros — com associações de especialidade e o corpo clínico — trataram a fusão como desmonte assistencial, não como “otimização”. Em audiência e em manifestação à porta, a leitura foi a mesma: mudança de perfil do hospital federal extingue serviço de adulto de alta complexidade e, no mesmo movimento, arranca o hospital infantil do endereço em que a doação do terreno amarra a função de cuidar de mulher e criança. 

O Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União ajuizaram ação civil pública: não há estudo que mitigue o risco de desassistência; os relatórios não dizem quem absorve o paciente da especialidade que fecha.

Isso não é detalhe de organograma. É o berço. O Castelo que opera o recém-nascido com sífilis congênita não pode ser empacotado num prédio sem alvará enquanto a assessoria fala em “vazio assistencial preenchido”. Sindicato de médico e sindicato de enfermeiro não pediram o postal. Pediram leito, escala, especialidade e o direito de não decidir o próprio destino em trinta dias no escuro.

O palco da Conferência Livre

No dia 28 de agosto de 2026, no Rio, o Fórum de Trabalhadoras e Trabalhadores de um campus tomou o palco da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde. Entregaram carta ao ministro. O ato, coberto pelo Outra Saúde, foi contra o “reposicionamento institucional”: anteprojeto que cria duas subsidiárias de direito privado — uma para o instituto de imunobiológicos; outra para um centro de emergências.

A fala do palco: a proposta “começa” na Fundação e “pode ser levada para todo o Estado”. Defender a casa contra a subsidiária é necessário. Não basta. Se a casa permanecer pública no organograma e sequestrada na pauta — PAD que vaza, laboratório sem capela, hospital infantil sem alvará no prédio da “integração” —, o trabalhador ganha o nome e perde a bancada e o berço.

Existe dinheiro. O desmonte é o destino dele

A frase “não tem recurso” não sobrevive ao Diário Oficial nem ao acórdão.

O Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde foi contratado em agosto de 2022 no regime built to suit. Valor nominal: cerca de R$ 9,73 bilhões; parcela mensal prevista na casa de R$ 50,8 milhões. A obra não começou. Em 29 de outubro de 2025 o Plenário do TCU aprovou o distrato (Acórdão 2.522/2025, TC 026.338/2024-6). Ajuste ao consórcio na casa de R$ 16,5 milhões. Equipamentos avaliados em cerca de R$ 813 milhões encaixotados desde 2018. Em dezesseis anos, cerca de R$ 1,2 bilhão já gasto — e o mato.

O Fiscobras 2024 apontou atraso, irregularidades no acordo com a instituição de apoio e falta de transparência nas receitas de exportação de vacina. Houve proposta de aporte público da ordem de R$ 1,2 bilhão, via instituição de apoio, para cotas do fundo.

Enquanto o terreno era pasto, o Pregão 262/2023 contratava “apoio técnico” ao instituto de imunobiológicos: R$ 1,34 a R$ 1,44 bilhão em 24 meses, prorrogável até dez anos. De faxina a doutor na linha de vacina. A vencedora, empresa de facilities, ficou com o contrato depois de o TCU mandar tirar a exigência de experiência farmacêutica. Voltou ao Tribunal em 2026: constou inapta no SICAF no intervalo da disputa e pediu repactuação dias após assinar.

No hospital infantil, só o custo anual de contratos de terceirizados já foi medido na casa de R$ 78 milhões. No hospital da fusão, R$ 62 milhões. Isso não é pobreza. É escolha. Quem diz que não há dinheiro para capela, detector, leito em norma e luva de nitrila está mentindo o andar.

A instituição de apoio, o cano do meio

A Lei 8.958/1994 autoriza instituto federal a contratar fundação de apoio com dispensa de licitação. No campus, essa função cabe a uma instituição de apoio de direito privado. O TCU apontou irregularidades no acordo dessa instituição para “viabilizar” a obra da fábrica. A CGU editou guia só para emenda parlamentar em fundação de apoio. Emenda entra no CNPJ e some no plano de trabalho.

Bolsa que paga quem sequencia cepa de Chagas está na lei. Bolsa para administrativo que nunca fez pesquisa, não. E não tem 850 servidores pesquisando. Aporte Aporte de R$ 1,2 bilhão em fundo de obra parada e seleção de enfermagem judicializada não estão. A instituição de apoio não é o vilão único. É o cano. O desmonte precisa do cano.

Segurança dos trabalhadores e dos laboratórios

Laboratório sem dinheiro (quando o dinheiro existe três andares acima) é risco ocupacional com papel timbrado.

O brometo de etídio entra entre as bases do DNA e acende laranja no ultravioleta. A classificação europeia trata o composto como suspeito de induzir anomalia genética (H341), nocivo se ingerido, perigoso se inalado no pó. Protocolo de leigo: luva de nitrila, capela, recipiente rotulado, troca por GelRed ou SYBR Safe. Quem corta a capela e manda revelar na pia transfere mutagênico para a pele do técnico.

Material radioativo é isótopo, becquerel, blindagem, autorização na data certa. Relatos e ofícios descrevem atividade cuja autorização regulatória veio anos depois do período questionado. Três frases bastam: o que emite; o que isola; quem autoriza.

No hospital infantil o risco muda de nome e não muda de lógica: enfermaria fora da norma, prédio da fusão sem alvará, escala no escuro. Jornais repercutiram, em fevereiro de 2026, o desmentido institucional sobre “contaminação radioativa”. O jornal recebeu a nota. O técnico recebeu o corredor. A instituição que se põe acima do bem-estar de quem pipeta e de quem embala o recém-nascido já escolheu a marca contra a pele.

Assédio moral institucional e o PAD que vaza

Assédio moral institucional é o organograma isolando quem denuncia. E-mail coletivo que mistura atestado com rótulo político. Autoridade que questiona a sanidade da denunciante e amplia o enquadramento. Comunicação que desmente a servidora na imprensa enquanto o processo corre sob o sigilo que protege a casa e omite a verdade.

A Lei 8.112 manda comissão de três estáveis, presidente de nível igual ou superior ao indiciado. Representação à CGU aponta comissão de PAD de servidor de nível superior presidida por ocupante de nível médio. Nulidade insanável. Mesmo assim, a demissão vira manchete.

O padrão: o PAD vaza selecionado; a denúncia não vaza. Subsidiária com o mesmo PAD é o Castelo com outro CNPJ. Trinta dias para o enfermeiro decidir a remoção é o mesmo método em outra folha. Pesquisador exonerado porque pesquisou a vacina que não interessava mesmo com todaa as testemunhas a seu favor.

A bolsa que pode e a bolsa que não pode

Bolsa de pesquisa paga quem gera dado. Função de gabinete e diária de quem não pipeta usam a mesma tubulação. Enquanto o campus brigava e tinha medo — medo do PAD, da nota, de ser o próximo nome no jornal — a regra informal ficou pronta: bolsa na bancada some; função no gabinete permanece. O Fórum do dia 28 conhece esse medo. O sindicato do hospital infantil também.

Emendas e o fio que nunca chega no leito

Emendas e créditos da ação 21C0 misturaram cancelamento de emenda com rubrica genérica. Organizações da sociedade civil receberam cerca de R$ 5,7 bilhões em emendas entre 2020 e agosto de 2024. Santas Casas, cerca de R$ 2 bilhões; hospital filantrópico de câncer, perto de R$ 1 bilhão no recorte 2019–2024 do Ipea. Transparência adequada em cerca de 15% das entidades numa amostra da CGU.

No Castelo, o fio é curto. A emenda chega na instituição de apoio. A capela não chega na sala 12. O leito em norma não chega na enfermaria pediátrica.

A instituição não está acima das pessoas

SUS é o bebê na mesa e o técnico na capela. Soberania é máquina que não fica doze anos no caixote. Ciência é Chagas com microscópio que foque — e hospital infantil com alvará, escala e sindicato ouvido.

Nenhuma instituição pode colocar a própria reputação acima da integridade física de quem trabalha nela, acima do devido processo de quem denuncia, acima do recém-nascido cuja especialidade a portaria ainda não listou. Isso não é “ataque à ciência”. É a ciência cobrando o endereço. O desmonte começa quando a casa se convence de que o Castelo vale mais que as pessoas — e que o hospital infantil vale mais como peça de “integração” do que como berço.

Em 2026 um decreto autorizou setenta e cinco nomeações extras de tecnologista; o edital complementar mandou reciclar o mesmo sorteio e, se a lista acabasse, recomeçar — ou mudar o perfil dentro da mesma unidade. O resultado que a representação à Auditoria Interna descreveu em 31 de agosto de 2026 é seco: a primatologia pode inchar por lista geral, e a vaga PcD da própria casa se dilui no sorteio. Não se discute o mérito do serviço de animais Discute-se se a reserva legal de 5% virou papel no anexo enquanto o quadro da unidade cresce por outro critério. O certame de tecnologista vale até 17 de dezembro de 2026. Ainda dá tempo de a Auditoria conferir portaria, sorteio e avaliação biopsicossocial — ou de a cota continuar reservada só no edital. Inclusão? Só no papel.

Quem minguou e quem subiu no palco

A técnica que revelou o gel sem capela. O médico que opera o bebê e lê o desmentido no celular. O pesquisador de Chagas que perdeu a bolsa e não perdeu o inseto. O enfermeiro com trinta dias para escolher o escuro. O terceirizado sem mapa de risco que não tira férias com os filhos porque todo ano troca a empresa e ele perde as férias. E teve o salário rebaixado na última contratação e perdeu plano. O faxineiro que o pregão de R$ 1,3 bilhão chama de “posto”.

No dia 28, o Fórum recusou o silêncio. Na porta do hospital da fusão, médico, enfermeiro e usuário também recusaram. Esse ato precisa do segundo parágrafo: impedir a subsidiária, impedir a fusão sem norma, impedir que o PAD vire imprensa, que o brometo vá para a pia e que a bolsa pague o gabinete.

Eles não pedem o Castelo como postal. Pedem que o Castelo deixe de ser sequestro. Que a pauta volte à bancada e ao berço. Que exista — como já existe nas planilhas — dinheiro para tomada, luva, detector e leito que respeite a norma. Que a instituição caiba dentro da Constituição, e não o contrário. E que o sindicato se posicione acima da política pessoal e dos antigos amigos.

O Palácio das Ciências ainda está de pé. O hospital infantil ainda opera o recém-nascido. O que foi sequestrado é o motivo pelo qual os dois foram construídos. E, com isso, a saúde das pessoas.

Este texto interpreta documentos públicos, acórdãos do TCU, notas e falas de sindicatos de médicos, de enfermeiros e de trabalhadores da saúde, cobertura jornalística e representações em órgãos de controle. Não é laudo radiológico nem sentença de PAD. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. 

Isabel Braga

Médica. Reportagem e documentação.

Ana Paula Tergilene

Edição e pesquisa.

Referências

[1] Arruda, Guilherme. “Trabalhadores realizam ato na Conferência Livre”. Outra Saúde / Outras Palavras, 31 ago. 2026.

[2] “Mudar para fortalecer a [Fundação] pública”. Outra Saúde / Outras Palavras, 24 ago. 2026 (anteprojeto das subsidiárias).

[3] TCU. Acórdão 2.522/2025-Plenário, TC 026.338/2024-6, 29 out. 2025. CIBS × NCPFI-RJ, ~R$ 9,73 bilhões; distrato.

[4] TCU. Inteiro teor do Acórdão 2.522/2025 (parcelas ~R$ 50,8 milhões/mês).

[5] O Globo. “Terreno da maior fábrica de vacinas do Brasil ainda é só mato…”. 20 abr. 2025. Máquinas ~R$ 813 milhões desde 2018.

[6] TCU. Fiscobras 2024, TC 010.152/2024-5. CIBS; acordo com a instituição de apoio; Contrato 347/2019.

[7] Requerimento no Senado sobre o CIBS (máquinas ociosas, aluguel de galpão).

[8] O Globo. “Contrato de R$ 1,34 bi…”. 23 out. 2024. Pregão 262/2023; Acórdão 1.589/2024-Plenário.

[9] TCU. TC 040.253/2023-6. Valor estimado R$ 1.439.416.196,27 / 24 meses.

[10] Veja, 20 jan. 2026. Contrato de R$ 1,3 bi; SICAF; repactuação.

[11] PPI/SEPPI. Ficha do CIBS — PPP, CAPEX R$ 6 bilhões.

[12] Lei nº 8.958/1994; Decreto nº 7.423/2010.

[13] CGU. Guia de transparência ativa sobre emendas em fundações de apoio. 11 fev. 2025.

[14] Portaria MEC nº 97/2025.

[15] CNRS / INRS / CLP-UE. Brometo de etídio: H341, H330, H302.

[16] Embrapa; FMRP-USP. Descarte de brometo de etídio.

[17] Matérias de 5 fev. 2026 sobre desmentido institucional e denúncia contra servidora.

[18] Representações 2026 (SEI 25380.001425/2026-87; NUP 25420.000277/2026-60; PAD 25380.000669/2026-42; CGU 00106020391202648).

[19] Lei nº 8.112/1990, arts. 149 e 169. Representação à CGU sobre composição de comissões.

[20] Lei nº 12.527/2011; arts. 325 e 319 do Código Penal (teses das representações).

[21] TCU / CGU / Ipea — emendas, ação 21C0, OSC (~R$ 5,7 bi), Santas Casas (~R$ 2 bi).

[22] MP 924/2020: EBSERH R$ 204 milhões; HCPA R$ 57 milhões.

[23] TCU — auditoria CoronaVac 2023.

[24] STF / TCU / CGU — rastreabilidade de emendas.

[25] Constituição, art. 37; Lei nº 12.813/2013; Lei nº 8.429/1992.

[26] Resolução CSJT nº 355/2023; Ato TRE-RJ nº 203/2025.

[27] Instituto nacional de saúde da mulher, da criança e do adolescente — perfil assistencial: ~131 leitos, ~4.500 internações, ~2.500 cirurgias/ano, banco de leite, cirurgia fetal.

[28] SBP / história da pediatria. Histórico do hospital infantil (banco de leite, residência).

[29] Notas taquigráficas da Câmara dos Deputados, 2025: resistência do corpo clínico; 248 + 132 leitos; prédio sem alvará do Corpo de Bombeiros.

[30] O Globo, 3 set. 2025. Relatório do Ministério da Saúde: enfermarias fora da norma; custos de terceirização (~R$ 77,9 milhões/ano no hospital infantil).

[31] BandNews FM, 16 jul. 2025. Incerteza sobre o imóvel do hospital infantil e cláusula de destinação da doação.

[32] Ministério da Saúde, 2 set. 2025. Anúncio de R$ 170 milhões e acordo de “integração”.

[33] Notas taquigráficas da Câmara: portaria de 30 dias para remoção de médicos e enfermeiros.

[34] Sindicato dos trabalhadores da saúde, dez. 2025. ACP do MPF e da DPU contra a extinção de serviços e a fusão.

[35] O Globo, 26 maio 2025. Manifestações; risco de desassistência.

[36] Audiência pública de 22 ago. 2025: estudo de viabilidade; sindicatos, pacientes e corpo clínico.

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Isabel de Fátima Alvim Braga é médica e advogada, mestre em Saúde Coletiva e doutora em Saúde Pública e Meio Ambiente e servidora pública. Foi ao Senado, disse o que pensava, foi processada, e não tem medo do cancelamento.

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