João Vítor, intérprete do atual folhetim de Walcyr Carrasco, viu sumir a linha tênue que separa ficção e realidade. Ao defender o personagem Mau-Mau — que vive na trama os dilemas da autoaceitação —, João Vítor viu os dramas da ficção se transportarem para sua vida.
Ao voltar do primeiro dia de Rock in Rio, o ator de 23 anos foi seguido por um grupo que proferiu ataques de cunho homofóbico ao global, que optou por não responder às agressões.
O personagem de Gonçalves é irmão da protagonista defendida por Letícia Colin e neto de Otoniel, o avô homofóbico vivido por Tony Ramos.
A violência sofrida por João Vítor escancarou a dolorosa porosidade entre a tela e a calçada no Brasil, um país que seguia liderando índices alarmantes de violência contra a população LGBTQIA+. O ataque direcionado a um jovem de 23 anos por dar vida a uma narrativa de visibilidade evidenciou que o conservadorismo brasileiro não tolerava o debate nem mesmo no território da ficção.
A trama mantém médias expressivas na faixa das nove da Globo, registrando índices de até 26 pontos na Grande São Paulo e assegurando a liderança isolada de audiência, o que provou que a história continuava mobilizando e pautando o grande público.
