Ano de 2026 começa com incertezas Por Eduardo Mello | Rio de Janeiro, 03 de Janeiro de 2026 — 16h00 O sábado, 3 de janeiro de 2026, entra para a história como o dia em que o mapa geopolítico da América do Sul foi redesenhado à força. Em uma sequência vertiginosa de eventos, o presidente Donald Trump confirmou o sucesso da Operação Lança do Sul, a captura de Nicolás Maduro e, em um movimento que surpreendeu o mundo, anunciou que os Estados Unidos assumirão temporariamente a administração do país vizinho. A declaração detonou uma crise diplomática imediata com o Brasil.…
Autor: Eduardo Mello
Todo começo de ano carrega a promessa simbólica de recomeço.Mas 2026 deixa claro, logo na largada, que o calendário muda mais rápido do que os fundamentos. O Brasil entra no ano atravessado por dois vetores emocionais poderosos. De um lado, a Copa do Mundo 2026, historicamente associada a euforia, consumo e uma espécie de suspensão temporária dos conflitos cotidianos. Do outro, uma eleição nacional que promete ser marcada por polarização intensa, disputa narrativa permanente e um ambiente informacional ruidoso. Esse contraste não é detalhe. Ele molda comportamento.E comportamento, em economia, pesa tanto quanto números. O pano de fundo global: um…
O Brasil inicia 2026 com o clima institucional mais carregado desde 2014. A cada quatro anos o país revisita seus fantasmas políticos, mas desta vez as tensões se acumulam sobre uma base social exausta (alta inflação recente, crédito caro, renda comprimida e confiança frágil).A eleição presidencial se transforma não apenas em disputa de projetos, mas em um referendo emocional sobre dois modelos de país — e o impacto dessa disputa chega, inevitavelmente, ao bolso. Um ambiente de acusação permanente (e como isso distorce a percepção econômica) As primeiras semanas do ano mostram que o debate público se organiza menos em…
A fraude de R$ 12 bilhões que liquidou o Banco Master não expôs apenas falhas regulatórias, mas colocou em xeque a segurança dos “investimentos de papel”. Em resposta, brasileiros correm para blindar patrimônio em ativos reais e consórcios, desenhando uma nova rota para a aposentadoria.
O Brasil encerra 2025 com uma fotografia aparentemente positiva: inflação sob controle, crescimento ainda em terreno positivo e desemprego em patamar historicamente baixo, segundo estimativas oficiais. Mas por trás dos indicadores, a sensação nas famílias é outra: tudo continua caro, o crédito está proibitivo e consumir virou um ato calculado. É nesse ambiente que ganha forma uma “classe média silenciosa” – brasileiros que seguem pagando contas, mantendo algum padrão de vida, mas abrindo mão de conforto, consumo e mobilidade social. Ao mesmo tempo, o país assiste a um distanciamento mais nítido entre quem consegue planejar e investir e quem está…
Máquinas agrícolas em alerta: crédito caro pode frear investimentos no campo em 2026
A Deere & Co. projeta queda nas vendas de tratores e colheitadeiras no Brasil no próximo ano.
O motivo? Juros elevados e incertezas comerciais globais.
🔻 Financiamentos chegam a custar mais de 20% ao ano, tornando inviável para muitos produtores renovarem suas frotas.
🔻 A retração atinge não só fabricantes, mas toda a cadeia: siderúrgicas, autopeças, concessionárias e o comércio em cidades do interior.
🔻 A desaceleração da China e as tarifas dos EUA ampliam o clima de cautela.
Mas em todo desafio existe oportunidade.
No agronegócio, cresce a busca por alternativas como o consórcio, que permite planejamento, previsibilidade de custos e aquisição de bens sem juros — algo estratégico para médios produtores que querem se manter competitivos sem comprometer o caixa.
A pergunta que fica é: estamos prontos para repensar a forma de financiar o futuro do campo?