Manifestação do Ministério Público, análise grafotécnica, documentos judiciais e depoimentos recebidos pela reportagem revelam aspectos pouco conhecidos da história envolvendo Maira Rocha e levantam questionamentos sobre acusações que circulam há anos nas redes sociais
Nos últimos dias, o nome da médium Maira Rocha, responsável pela Casa de Caridade Inácio Daniel, voltou ao centro de acusações relacionadas à sua atuação religiosa. Essas alegações circulam há anos em vídeos, redes sociais e reportagens que questionam sua mediunidade, a origem das informações presentes nas psicografias e sua relação com frequentadores da instituição. Grande parte dessa narrativa ganhou repercussão por meio do portal Metrópoles, pertencente à família do ex-senador Luiz Estevão, condenado definitivamente por crimes como peculato, estelionato e corrupção ativa no escândalo do TRT de São Paulo. A reportagem também recebeu denúncias de que pessoas que contrariam os interesses do grupo ou se recusam a participar de supostas operações financeiras irregulares passam a ser alvo de retaliações. As alegações são graves, incluem suspeitas de possível lavagem de dinheiro e precisam ser comprovadas e devidamente investigadas pelas autoridades competentes.
Há, no entanto, outro lado dessa história, e parte dele está registrada em documentos judiciais, pareceres técnicos, notificações extrajudiciais e processos que raramente aparecem com o mesmo destaque dado às acusações. A reportagem analisou centenas de páginas relacionadas ao caso e encontrou elementos que, embora não encerrem a discussão sobre Maira Rocha, tornam a história consideravelmente mais complexa do que algumas manchetes fizeram parecer.
Entre os documentos analisados, um dos mais relevantes é uma manifestação apresentada em agosto de 2026 pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em um processo criminal envolvendo pessoas acusadas de perseguir Maira. Na análise do recurso, a 1ª Procuradoria de Justiça Criminal entendeu que a conduta atribuída aos acusados teria ultrapassado os limites de uma divergência religiosa ou de uma crítica legítima à atuação da médium.
Segundo o parecer, os envolvidos teriam atuado como “inquisidores para minar a credibilidade da Apelante no meio religioso”, causando, na avaliação do Ministério Público, transtornos à vítima. O MPDFT pediu ainda que a absolvição anteriormente concedida fosse cassada e que os acusados fossem condenados pelos crimes descritos na denúncia.
Ministério Público questionou o chamado “Tribunal das Redes Sociais”
O processo descreve uma sucessão de episódios envolvendo vídeos, publicações, contatos com integrantes do movimento espírita e iniciativas destinadas a questionar a participação de Maira em determinados eventos. Para o Ministério Público, mesmo que alguém tivesse suspeitas sobre a autenticidade das chamadas cartas consoladoras, o caminho adequado seria reunir provas e encaminhá-las às autoridades competentes, e não promover uma espécie de julgamento público nas redes sociais ou procurar dirigentes de outras localidades para tentar impedir a participação da médium em atividades religiosas.
A manifestação chega a advertir sobre o risco da criação de um “Tribunal das Redes Sociais”, no qual acusações passam a ser reproduzidas como verdades antes que tenham sido submetidas ao contraditório. Essa observação ganha especial importância no caso de Maira, em que críticas sobre sua atuação espiritual passaram, ao longo dos anos, a se misturar com acusações de natureza moral e criminal.
O MPDFT também estabeleceu uma distinção importante sobre a própria mediunidade. Na manifestação, o órgão registra que aquele processo judicial não tinha como objetivo decidir se Maira possui ou não poderes mediúnicos. A questão pode parecer óbvia, mas toca diretamente no centro da controvérsia, porque uma investigação pode e deve analisar eventual fraude, movimentação financeira ou outra conduta objetiva, enquanto a existência de comunicação espiritual pertence a uma esfera religiosa que não pode ser certificada ou rejeitada pelo Estado como se fosse um exame pericial convencional.
Laudo apresentado pela defesa contesta autoria de escritos atribuídos a Maira
Outro elemento analisado pela reportagem diz respeito a comparações entre a escrita de Maira e trechos que foram atribuídos a ela. Parte das suspeitas divulgadas publicamente utiliza justamente a suposta semelhança entre determinados escritos como argumento para questionar psicografias.
A defesa de Maira submeteu material questionado a uma análise grafotécnica. Segundo o parecer técnico apresentado, depois da comparação entre os lançamentos examinados e padrões considerados autênticos da escrita de Maira Alexandrina Leobino Freitas, o especialista concluiu que os trechos submetidos à perícia “não partiram do punho” dela e os classificou como “lançamentos inautênticos”.
Esse laudo não comprova comunicação espiritual, tampouco poderia fazê-lo. A conclusão é muito mais específica: de acordo com o profissional responsável pela análise, aqueles escritos determinados não foram feitos pela mão de Maira. Quando a autoria gráfica é utilizada como fundamento de uma acusação, porém, um parecer técnico que chega à conclusão oposta também precisa ser apresentado ao público e submetido ao mesmo escrutínio.
O caso dos R$ 300 mil ainda exige reconstrução documental completa
Entre as acusações que ganharam maior repercussão está o episódio envolvendo aproximadamente R$ 300 mil e uma família que teria recebido uma mensagem atribuída a um ente falecido. Segundo a versão apresentada por Maira à reportagem, a história divulgada publicamente não retrataria o contexto completo dos acontecimentos.
Os materiais apresentados incluem conversas e comunicações que, segundo a médium, contradizem a interpretação de que uma suposta mensagem espiritual teria sido simplesmente utilizada para convencer uma mãe a entregar suas economias. Pela gravidade da acusação, não basta reproduzir versões antagônicas. É necessário reconstruir a movimentação financeira, identificar a origem e o destino dos recursos, estabelecer a cronologia das conversas e ouvir diretamente todas as pessoas envolvidas.
Se houve apropriação indevida, isso deve ser demonstrado por documentos e investigado pelas autoridades. Se a movimentação teve outra natureza, esse contexto também precisa ser apresentado. Uma acusação grave não pode ser transformada em conclusão apenas pela repetição pública de uma narrativa.
Federação Espírita do DF e FEB foram notificadas a esclarecer informações
Outro ponto pouco explorado envolve a utilização da Federação Espírita do Distrito Federal (FEDF) e da Federação Espírita Brasileira (FEB) como referências institucionais nas acusações contra a médium.
Após novas reportagens, notificações extrajudiciais foram encaminhadas às duas entidades. No documento destinado à FEDF, Maira questiona uma informação atribuída por reportagem do portal Metrópoles a uma fonte ligada à Federação, segundo a qual a instituição teria recebido “diversas denúncias e reclamações” sobre ela.
A notificação busca esclarecer quantas denúncias efetivamente existem, quando foram recebidas, qual o conteúdo delas, se passaram por alguma verificação, se Maira teve oportunidade de se manifestar e, principalmente, quem falou em nome da Federação e se essa pessoa possuía autorização institucional para fazê-lo.
Questionamentos semelhantes foram enviados à FEB, inclusive para esclarecer se declarações gerais sobre práticas espíritas teriam sido utilizadas publicamente como se representassem um posicionamento específico da entidade sobre Maira. Até que essas questões sejam documentalmente respondidas, o uso do peso institucional das federações para sustentar acusações individuais exige cautela.
Federações espíritas são entidades privadas e podem estabelecer critérios internos para instituições filiadas, mas isso não significa que possuam autoridade estatal ou universal para determinar quem pode ou não se declarar médium. Da mesma maneira que nenhuma organização religiosa substitui a Polícia, o Ministério Público ou o Judiciário na investigação de crimes, o Estado também não pode emitir uma espécie de certificado determinando quem possui ou não uma experiência espiritual legítima.
Depois do pedido por relatos, famílias começaram a procurar a reportagem
Foi justamente diante da predominância pública das acusações que a reportagem decidiu procurar pessoas que conhecessem diretamente o trabalho de Maira e da Casa de Caridade Inácio Daniel. Em pouco tempo, chegaram mais de 20 relatos, enviados por pessoas de diferentes estados, muitas delas dispostas a se identificar, conversar e apresentar detalhes de suas experiências.
Os depoimentos são relevantes porque mostram que há um grupo expressivo de pessoas cuja experiência com Maira é radicalmente diferente daquela retratada pelas acusações e que afirma não ter sido ouvido antes de algumas conclusões públicas serem apresentadas.
Um dos relatos mais detalhados veio de Clara Regina Almeida, advogada, professora e irmã de João Ricardo, falecido em 2021. Clara contou que foi com a mãe a uma psicografia realizada no início de 2022, em um evento com centenas de pessoas, sem qualquer garantia de que receberiam uma mensagem. Segundo ela, antes mesmo de mencionar o nome João Ricardo, Maira citou apelidos extremamente específicos relacionados ao irmão, entre eles “Manga Rosa” e “Piolho”. Clara também afirma que foram mencionadas homenagens e campanhas realizadas em memória dele, além de um amigo que havia morrido apenas 29 dias depois.
Outro detalhe permaneceu especialmente marcado para a família. De acordo com Clara, ao final da comunicação houve uma referência ao cordão de João Ricardo que ela carregava por dentro da camisa, com um pedido para que o retirasse. A advogada não apresenta a experiência como obrigação para que terceiros acreditem em mediunidade, mas questiona como elementos dessa natureza podem ser simplesmente descartados sem investigação. “Não estou dizendo que a minha experiência obriga qualquer pessoa a acreditar em mediunidade”, escreveu. “O que afirmo é algo diferente: a experiência aconteceu comigo e com a minha mãe, e esses detalhes foram ditos diante de nós.”
“Não tive contato com Maira e não paguei nada”
Outro relato enviado à reportagem é de Vanessa Pedra, gerente de ótica de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Vanessa perdeu a filha única, Antonella, de 6 anos, em novembro de 2023, em decorrência de uma leucemia. Três meses depois, viajou a Brasília para participar de uma sessão de psicografia.
Segundo ela, antes de receber a carta não havia tido contato com Maira ou com os voluntários da Casa e não pagou pela comunicação. Vanessa afirma que a mensagem trouxe apelidos, situações ocorridas durante o tratamento hospitalar da filha e detalhes que, segundo ela, nunca haviam sido divulgados na internet. O ponto que mais lhe chamou atenção foi a referência a uma peça de roupa da menina que Vanessa havia separado no dia anterior à viagem e carregava no bolso naquele momento.
Vanessa afirma que a experiência teve impacto profundo em seu processo de luto e questiona por que famílias com vivências como a dela não receberam o mesmo espaço nas reportagens que apresentaram acusações contra a médium. Ela também declara que, ao longo dos anos em que acompanha a Casa de Caridade, não foi cobrada pelas comunicações que recebeu.
Gilma diz que sequer procurava uma psicografia
O depoimento de Gilma Rodrigues apresenta outra situação. Ela conta que havia perdido o marido para a Covid durante a pandemia e foi à Casa de Caridade Inácio Daniel acompanhada das duas filhas apenas para assistir a uma palestra. Segundo Gilma, ela não conhecia Maira, não havia solicitado carta ou mensagem e sequer sabia que poderia receber uma comunicação naquela ocasião.
Ainda assim, afirma ter recebido um recado com informações íntimas e específicas sobre sua família, que, segundo ela, não estavam disponíveis publicamente. Gilma relata ainda que, muito tempo depois, Maira teria mencionado circunstâncias envolvendo a morte de seu sogro, ocorrida havia mais de 35 anos, fatos que, de acordo com seu depoimento, eram desconhecidos até pelos filhos e foram posteriormente esclarecidos pela sogra enquanto ela ainda estava viva.
Gilma não esconde a indignação com a forma como o caso foi retratado e afirma estar disposta a detalhar sua história, inclusive permitindo que informações verificáveis sejam confrontadas. Para ela, a pergunta deveria ser se reportagens que afirmam ter investigado a origem das informações também examinaram casos em que os dados mencionados supostamente não estavam disponíveis na internet.
São justamente depoimentos assim que precisam ser tratados com o mesmo método aplicado às denúncias. A afirmação de que uma informação não estava disponível publicamente pode ser investigada, a cronologia pode ser reconstruída, testemunhas podem ser ouvidas e documentos podem ser confrontados. Ignorar esses casos não os torna falsos, assim como publicá-los não os transforma automaticamente em prova de mediunidade.
De Recife, uma mãe conta como conheceu Maira após perder a filha
Fabiana F. Silva, de Recife, contou à reportagem que conheceu o trabalho de Maira depois de perder a filha em 2023. Segundo ela, o marido passou a procurar conteúdos que pudessem ajudá-la durante o luto e encontrou uma palestra da médium. Fabiana afirma que as reflexões tiveram papel importante na forma como passou a enfrentar a perda e que, posteriormente, ela e o marido receberam recados que atribuem à filha.
Fabiana também chama atenção para uma dimensão pouco mencionada quando o nome de Maira aparece no debate público: os projetos sociais ligados à Casa de Caridade. Ela afirma que acompanha iniciativas de assistência a famílias vulneráveis, inclusive campanhas realizadas fora de Brasília, e relata que, em Pernambuco, uma mobilização realizada durante palestras em 2025 teria arrecadado mais de dez toneladas de alimentos para a campanha Natal do Sertão. Ela também diz nunca ter presenciado Maira pedindo dinheiro em nome de pessoas falecidas e afirma que os atendimentos que conhece são gratuitos, enquanto as contribuições seriam espontâneas.
Essas informações sobre volume de arrecadação, número de projetos e alcance das ações sociais podem e devem ser verificadas documentalmente. O relato, entretanto, acrescenta uma dimensão que também precisa fazer parte da investigação sobre a Casa: além das psicografias, existe uma estrutura de assistência social cuja atuação é descrita por diferentes pessoas que procuraram espontaneamente a reportagem.
Projeto social em Jati é citado por moradora
Um dos depoimentos recebidos veio de Fátima Gisele, que relatou o trabalho realizado em Jati, no Ceará. Segundo ela, o projeto Flor de Mandacaru presta assistência a famílias da região desde 2021, com distribuição de cestas básicas e ações em datas como Dia das Mães, Dia dos Pais, Páscoa e Dia das Crianças. Fátima afirma conhecer Maira desde antes da repercussão nacional de seu nome e sustenta que sua atuação social antecede a atual controvérsia.
O depoimento não substitui documentos sobre os projetos, mas oferece mais uma linha objetiva de apuração: verificar quando essas iniciativas começaram, quantas famílias atendem, como são financiadas e quais resultados apresentam. Se o objetivo é investigar Maira de maneira ampla, o trabalho social não pode ser ignorado simplesmente porque não se encaixa na narrativa das acusações.
Relatos semelhantes vieram de diferentes partes do país
A reportagem recebeu ainda depoimentos de mães, irmãos, filhos e frequentadores da Casa de Caridade de diferentes estados. Sônia Maria afirmou que perdeu o filho para o suicídio e posteriormente recebeu uma carta e um recado que, segundo ela, continham informações conhecidas apenas pela família. “Tenho imensa gratidão a Maira por me fazer voltar a viver”, escreveu, colocando-se à disposição para ser entrevistada.
Samara Pereira, do Pará, relatou que perdeu o filho em 2023, passou a acompanhar o trabalho da Casa pelas redes sociais e posteriormente viajou a Brasília. Segundo ela, a família recebeu recados e, em 2026, uma carta que considera determinante para a forma como passou a enfrentar o luto.
Outros depoimentos seguem uma linha semelhante, inclusive de pessoas que afirmam nunca ter recebido psicografias, mas dizem ter encontrado acolhimento psicológico e espiritual na Casa. Há também relatos de pessoas atendidas por projetos de assistência e saúde vinculados à instituição. Esse conjunto não pode ser utilizado para afirmar que todas as acusações contra Maira são falsas, mas igualmente não deveria ser descartado quando se pretende apresentar ao público um retrato abrangente de sua atuação.
Investigar as acusações é legítimo; transformar acusação em condenação antecipada, não
Nenhuma liderança religiosa, instituição ou pessoa pública está acima de investigação, e Maira Rocha não deve ser uma exceção. Se existem vítimas, elas precisam ser ouvidas; se existem movimentações financeiras suspeitas, devem ser reconstruídas e investigadas; se documentos indicarem fraude, precisam ser submetidos à perícia e às autoridades responsáveis. O rigor jornalístico exige tudo isso.
O mesmo rigor, porém, precisa funcionar na direção contrária. Quando existe um parecer grafotécnico que contesta a autoria de escritos atribuídos a Maira, esse documento precisa ser mencionado. Quando uma Procuradoria de Justiça afirma que pessoas teriam atuado para minar sua credibilidade e pede a condenação dos acusados, essa informação também precisa chegar ao público. Quando federações religiosas são citadas como fonte de denúncias, é legítimo perguntar quantas denúncias existem, quem falou em nome dessas instituições e quais provas sustentam as informações divulgadas.
Da mesma forma, quando dezenas de pessoas procuram espontaneamente uma reportagem para apresentar experiências diferentes, inclusive oferecendo nomes, datas, circunstâncias e detalhes que dizem poder comprovar, ouvi-las não significa abandonar o jornalismo crítico. Significa justamente praticá-lo.
O caso Maira Rocha contém questões difíceis, disputas religiosas, acusações graves e versões conflitantes que não serão resolvidas por uma única reportagem. O problema começa quando uma dessas versões passa a ser apresentada como conclusão antes que documentos, testemunhas e contraditórios recebam o mesmo tratamento.
Depois de anos de vídeos, denúncias, processos e exposição pública, talvez a pergunta jornalisticamente mais importante não seja simplesmente se Maira Rocha é ou não uma fraude. Antes disso, é preciso perguntar quem formulou cada acusação, quais provas apresentou, quais elementos contradizem essas acusações e o que aconteceu quando os fatos chegaram às instituições responsáveis por investigá-los.
Até aqui, os documentos e os relatos analisados pela reportagem mostram que a resposta é muito mais complexa do que algumas manchetes fizeram parecer.

5 Comentários
Confio plenamente em Maira . Eu recebi uma psicografia em 2019 e atesto a veracidade da mesma. Nós nunca tínhamos nos visto, não coloquei meu nome em nenhum lugar, sou de Ribeirão preto e nunca tinha ido a Brasília. Ela detalha fatos e coloca nomes de todos da família. Isso que estão fazendo é uma covardia. Mas aos olhos de Deus nada ficará impune. Confio plenamente no trabalho dessa mulher incrível e caridosa.
Matéria verdadeira é assim dar voz a todos os lados parabéns pela iniciativa e pela matéria
Parabéns pela iniciativa e pela matéria maravilhosa verdadeira
Jornalismo sério é assim. Mostra claramente a fonte, busca pela verdade com compromisso. Parabéns!
Isso, investigação, direito de resposta, isso sim é jornalismo sério. Parabéns!